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domingo, 29 de março de 2009
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Romance nu a contra-regra

Vulgarizamos este amor
Mal visto por outros olhos
Incentivamos este prazer
Para a inveja dos outros sexos
Sejamos gêmeas neste encontro
Dos nossos emaranhados cabelos
No toque destes róseos seios
Nesta soberba embriagues da saliva
Sejamos fugitivas na fusão dos corpos
Que perfeitamente feitos
Defazem-se em gozo
Nas salas,camas e cozinhas...
Vulgarizamos o que nos é permitido
Violentamos o impossível
Neste sedutor amor
Incompreendido pelas aparências
Por suas semelhanças curvilíneas
Esqueçamos as teorias, a moralidade e as religiões
Amemos-nos pragmaticamente apenas pelos nossos desejos sinceros
De amarmos e sermos amadas por nossas próprias almas
Mal visto por outros olhos
Incentivamos este prazer
Para a inveja dos outros sexos
Sejamos gêmeas neste encontro
Dos nossos emaranhados cabelos
No toque destes róseos seios
Nesta soberba embriagues da saliva
Sejamos fugitivas na fusão dos corpos
Que perfeitamente feitos
Defazem-se em gozo
Nas salas,camas e cozinhas...
Vulgarizamos o que nos é permitido
Violentamos o impossível
Neste sedutor amor
Incompreendido pelas aparências
Por suas semelhanças curvilíneas
Esqueçamos as teorias, a moralidade e as religiões
Amemos-nos pragmaticamente apenas pelos nossos desejos sinceros
De amarmos e sermos amadas por nossas próprias almas
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Ideologias
A verdade irrealista dos olhos que nunca me quiseram se desmancham nos beijos negados por teus lábios.
Os toques idealizados foram desfeitos entre o céu e o inferno
No momento em que vi em teus olhos o reflexo do mal
O pecado indestinado foi para minhas mãos.
A reencarnação de Pandora está na minha curiosidade
Recatei o pudor de me ver indefeso nesse frenesi
Onde está a minha absolvição pelo ato não feito
Acusada por uma inocência vil
Livre-me dos desejos inacabados por sonhos e palavras
Livre-me destes sonetos antagônicos sobre a lúxuria da vida
E agora?Impossível cantar a maviosa nênia das flores mortas
Neste meu silêncio sepulcral
Os toques idealizados foram desfeitos entre o céu e o inferno
No momento em que vi em teus olhos o reflexo do mal
O pecado indestinado foi para minhas mãos.
A reencarnação de Pandora está na minha curiosidade
Recatei o pudor de me ver indefeso nesse frenesi
Onde está a minha absolvição pelo ato não feito
Acusada por uma inocência vil
Livre-me dos desejos inacabados por sonhos e palavras
Livre-me destes sonetos antagônicos sobre a lúxuria da vida
E agora?Impossível cantar a maviosa nênia das flores mortas
Neste meu silêncio sepulcral
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
War
Do lado de foraEu ouço gritos,
No campo do meu corpo.
São as palavras entrecortadas
da pele,
da pele,
O viés sôfrego da minha solidão cinza
Que ata-me a pugna carmim
Que ata-me a pugna carmim
da minha arte.
São esses mortos que
Encontram-se em meus hiatos
Perecendo meus suspiros
Que forjam um claustro dentro dessa prisão (mental)
irascível em mim.
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
quinta-feira, 3 de abril de 2008
A Spotlight On You
E se eu dissesse que te amasse? Por tua alvura ou por tua incompreensão,Por esta pureza,que me parece beleza de uma ninfeta ainda não feita,
Mas pronta em uma idealização singular.
E se eu dissesse que sinto teu frio?
Que sinto as quatro estações no teu balançar de cabelos...
Que me dá fome olhar para estes teus olhos,
Olhos de ansiedade,olhos de gula e luxúria...
Que me dá sede ver como tua boca ferve de desejo e como seca de espera.
Você está!Está para mim!
E se dissesse isso?
Em lembranças não ocorridas,
Em nostalgias inacabadas?
Aí está você...
Poesia tardia que nasceu de teus conflitos.
Agora, deixe-me dizer que...
eu amo tudo que te machuca
eu amo tudo em você que é proibido
eu amo esta beleza que me machuca os olhos.
e vc odeia!
domingo, 16 de março de 2008
Roma de olhos plúmbeos

Uma antiga poesia romana dançava no seu espírito.Patrícia.Idílico corpo marcado por farsas. Unhas que ainda se restam em mim como reminiscências de sua loucura.Loucuras patrícias.
O couro traçava a imponência no seu corpo.O salto assinava em minha virilha toda sua parafilia. Eu berrava- inclinação para a fuga.Punição para o desertor- os braços erguiam-se como asas ávidas,que em seguida prolongavam-se em mim como laços ,materializando-se em dor.
Todo meneio em carne,austero,por cima da minha inferioridade plácida.Todo o desejo tão líquido, escorria por entre nossa mácula,repousando-se camurça da poltrona - cenário heterodoxo.
Chicoteia meu corpo todo,minhas costas,bunda e coxas, até toda pele se contrair em vermelhidão.O anseio do protesto está fora de mim.E o prazer encontra-se nos dois.Cativou-me em sangue toda aquela lascividade, enquanto a saciedade estava longe de nós.
Incrível como tudo começou : Roma de olhos plúbeos,peitos épicos, desejos indômitos.
Todo meneio em carne,austero,por cima da minha inferioridade plácida.Todo o desejo tão líquido, escorria por entre nossa mácula,repousando-se camurça da poltrona - cenário heterodoxo.
Chicoteia meu corpo todo,minhas costas,bunda e coxas, até toda pele se contrair em vermelhidão.O anseio do protesto está fora de mim.E o prazer encontra-se nos dois.Cativou-me em sangue toda aquela lascividade, enquanto a saciedade estava longe de nós.
Incrível como tudo começou : Roma de olhos plúbeos,peitos épicos, desejos indômitos.
Foi naquela poltrona que tudo começou.
pic: Fetish Session ( picture: David Lynch ;shoes: Louboutin)
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
Infidelidade

Ali estava a minha inocência
Esparramada nos lençóis de linho
Impotente a tal tentação
Que fosse pecado, então!
Buscava entre beijos
O desejo devoto de ter a mim
Saciava a carne, sentia o cheiro, banhava no alento.
Nímio instante aprazível que tive contigo (aqui).
Seus olhos se escondiam dos meus
De medo do beijo derradeiro.
Sóbrio físico, ébrio de prazer
Não deixávamos que escapasse um sequer dizer.
O silêncio do quarto era quebrado pela melodia nênia
E neste momento não existia mais nenhuma inocência
Esparramada nos lençóis de linho
Impotente a tal tentação
Que fosse pecado, então!
Buscava entre beijos
O desejo devoto de ter a mim
Saciava a carne, sentia o cheiro, banhava no alento.
Nímio instante aprazível que tive contigo (aqui).
Seus olhos se escondiam dos meus
De medo do beijo derradeiro.
Sóbrio físico, ébrio de prazer
Não deixávamos que escapasse um sequer dizer.
O silêncio do quarto era quebrado pela melodia nênia
E neste momento não existia mais nenhuma inocência
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
Metamorfose romântica

Aquele momento foi inspirador o suficiente para
De sonhos sermos a realidade
De idealizações sermos a imperfeição.
Aqueles toques sensivelmente desbravadores,
Tornaram-me tuas composições mudas;
Minha pele tuas teclas,
Meus cabelos tuas cordas,
Meus lábios tua flauta,
Sonata em Sinfonia e o Romance em Poesia.
Foi assim que fui feita ontem.
Em um cruzar de olhares permanente
Deleitei-me de minha egoísta admiração
Em que quando eu olhei teus olhos
No mais fundo de seus cristais...
O redor se fez soturno e inerte,
Com um sóbrio feixe de luz em nós, amantes juvenis.
A sensibilidade poderia estar aguçada,
Mas em um simples beijo quase me fez chorar.
Noite resumida em seu palco de Camélias
O tempo, detalhe ignorado em nossos movimentos silêncios.
O sentimento foi protagonista da nossa peça particular
O silêncio, o amante
O desejo, o antagonista
Nós, as vítimas de nós mesmos.
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